bulletHistória
bulletCostumes
bulletRecursos
bulletEventos
bulletLinks



VOLTAR À PÁGINA INICIAL

bulletOlhão
bulletFuzeta
bulletMoncarapacho
bulletPechão
bulletQuelfes

 

Casas da Barreta

Esta zona situa-se na zona oeste da Avenida 5 de Outubro, em frente ao Jardim do Pescador Olhanense, e terá começado a ser construída no inicio do século XVIII, no sitio onde existiram as casas de palhotas.

O núcleo antigo de Olhão, a Barreta, define-se por ter poucas ruas direitas e largas, becos sem ordem, com casas na mesma irregularidade em que estavam as cabanas, porém, sobremaneira asseadas e caiadas até ao meio da rua, no que se esmeram as mulheres. A casa dos pescadores é térrea, de planta rectangular, possui açoteia que pode ter um mirante e as divisões são geralmente abobadadas e a cozinha é nas traseiras da casa. "As abóbadas constituem um processo de cobertura que predomina em Olhão, revestidas de ladrilhos e caiadas, de forma a serem utilizáveis" (1). Estas casas possuem chaminés de balão que se caracterizam por uma pequena torre que terminam em forma de cubo com uma cobertura metida para o interior, e estas chaminés vão ser usadas até ao século XX. Os materiais usados na construção das paredes são a alvenaria, a pedra ou o tijolo e ainda se revestia a açoteia de ladrilhos e se rebocava as paredes com caiação branca. Mas os elementos de construção que caracterizam o Bairro da Barreta vão-se suceder pela cidade, devido ao crescimento populacional.

A particularidade destes aglomerados são as açoteias nas casas de rés-do-chão, tendo mais tarde sido aumentadas em altura com o mirante e o contra­mirante aos quais se acede por escadas exteriores.

São estas características que fazem com que alguns estudiosos se debruçarem sobre as originalidades das casa de Olhão, por serem uma cópia (embora não rigorosa) da casa marroquina, não só devido às condições económicas ou de clima semelhantes como também devido aos contactos assíduos dos olhanenses com os povos do Norte de África (2).

Actualmente esta zona foi muito modificada em termos arquitectónicos, pois as casas foram modernizadas devido às necessidades dos proprietários, alterando a planta da casa e as fachadas, onde se colocaram azulejos. Existem algumas casas abandonadas que em pouco ou nada foram modificadas e que poderiam ser utilizadas como exemplo das casas antigas da Barreta. O que perdurou no tempo foram as ruas irregulares e estreitas, mas noutras zonas da cidade ainda se pode ver a tipologia arquitectónica que caracterizou a Barreta, como por exemplo junto ao caminho de ferro onde permanece ainda o quintal de acesso à açoteia ou ao mirante e algumas chaminés de balão.

 

 

(1) Arquitectura popular em Portugal, 1988, p.184

(2) Arquitectura popular em Portugal, 1988, p.150

 

Fonte: Jubilot, Andreia  - Guia Arquitectónico de Olhão - mimeografado, Universidade do Algarve, 2004

 

bulletIntrodução - o que é a arquitectura cubista?

 

bulletCapela da Nossa Senhora da Soledade
bulletIgreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário
bulletCasas da Barreta
bulletCompromisso Marítimo
bulletAlfândega
bulletHospital da Nossa Senhora da Conceição
bulletFábricas de conservas e subsidiárias da pesca
bulletMercados Municipais
bulletCasas do século XX
bulletEstação Ferroviária
bulletPalácio da Justiça
bulletCasa Dr. Carlos Fuzeta
bulletSociedade Recreativa Olhanense