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Compromisso Marítimo

 

O Compromisso Marítimo fundou-se no ano de 1765, mas só em 1771 se inaugura o edifício situado na Praça da Restauração. "Foi feito por dois mestres canteiros, João dos Santos Tavares e Álvaro da Silva" (1)

É um prédio de dois pisos, de planta irregular com cobertura de quatro águas, de telha. A fachada principal é simétrica de dois corpos sobrepostos, com vãos rectangulares com sacadas de ferro forjado e ao centro uma porta encimada pela capela da Nossa Senhora da Graça. A fachada lateral tem um pórtico de dois arcos emoldurados de cantaria e os vãos laterais são em forma de arco abatido. As portas eram de madeira de cor verde, mas depois de restaurado colocaram portas de vidro.

Este edifício está anexado à Igreja da Nossa Senhora da Soledade e é um edifício de grande beleza arquitectónica, que tem na sua frontaria uma inscrição que diz: "Esta obra foi feita à custa dos marítimos da nobre casa do Corpo Santo deste lugar de Olhão, em tempo do felicíssimo reinado do Fidelíssimo Rei Senhor D. José, o primeiro, que Deus guarde, sendo juiz da mesma Casa António de Gouveia, no ano de 1771". J. Fernandes Mascarenhas diz, sobre o Compromisso Marítimo que "é justo que se diga que o mesmo tem um certo valor, pelo que devia ser considerado imóvel de interesse público, como foi a ponte de Quelfes, quer por se encontrar intimamente ligado ao levantamento patriótico da Restauração de 1808, quer pelas suas abóbadas de aresta, assim como externamente, com um nicho em pedra trabalhada com a imagem da Nossa Senhora da Graça e a lápide da fundação do mesmo edifício, pois é como um ex-libris de Olhão, tendo por fundo a cúpula da igreja pequena" (2).

No ano de 22 de Fevereiro de 1943 o Compromisso Marítimo da ainda Vila de Olhão é transformado na Casa dos Pescadores e, já no século XXI, este edifício foi recuperado e restaurado, criando-se nele o Museu da Cidade, de forma a salvaguardar e divulgar o património cultural do concelho, integrando uma sala interactiva, a sala de despachos, a sala da arqueologia, a sala de exposições temporárias e o núcleo bibliográfico. Exteriormente só foram modificadas as portas e no interior sofreu mais alterações, para se adaptar à nova função, como no caso dos tectos, do elevador e do chão.

(1) Olhanense, 1 de Abril de 2004, p. 3 

(2) J. Fernandes Mascarenhas, Acerca da antiguidade das freguesias de Quelfes, 1987, p. 9

 

Fonte: Jubilot, Andreia  - Guia Arquitectónico de Olhão - mimeografado, Universidade do Algarve, 2004

 

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