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Fábricas de conservas e subsidiárias da pesca

 

A instalação de centros industriais no Algarve começa na década de oitenta do século XIX e na cidade de Olhão encontravam-se espalhados pela cidade.

Num total, houve, em Olhão, cerca de oitenta fábricas de conservas de peixe, apesar destas não terem as mínimas condições de higiene. A maioria era um simples barracão ou armazém, com escassa luz natural, nenhuma ventilação. De uma maneira geral não havia esgotos, nem balneários e nem instalações sanitárias para o pessoal. Isto acontecia porque a indústria de conserva era de simples e fácil montagem, sem segredos técnicos. Qualquer empresário atento ou interessado, com um capital modesto, conseguido no banco ou por empréstimo de amigos, construía  ou alugava um armazém, muitas vezes apenas um barracão, comprava uma caldeira, improvisava umas bancas, construía uma estufa, contratava alguns soldadores para fechar as latas, chamava algumas operárias e começava a trabalhar.

Olhão era o segundo centro do país com mais fábricas, só sendo ultrapassado por Setúbal, mas o seu apogeu foi durante a primeira Grande Guerra. As fábricas de conserva deram a Olhão uma projecção que ultrapassou os limites do Algarve, estando esta projecção representada em importantes edifícios do princípio do século, na Avenida da Republica e nas moradias de veraneio. A maioria das fábricas já foram deitadas a baixo e outras estão destruídas e degradadas e as moradias de veraneio necessitam de restauro, pois estão abandonadas, exemplo disso é o imóvel da Avenida Dr. Bernardino da Silva. Este Chalé tem bons pormenores de arte nova.

 Uma das poucas fábricas que ainda existe em Olhão, apesar de já não estar a funcionar, na Rua Capitão Nobre, está completamente degradada e a cair. Um outro

exemplo situa-se na estrada Nacional 125, onde ainda se consegue ler na fachada «Fábrica de Conservas» apesar de estar muito esbatido. A relembrar a primeira fábrica de conservas em Olhão existe a Rua da Fábrica Velha, sitio onde esta estava instalada.

Além das fábricas de conserva de peixe também havia em Olhão quatro fábricas de farinhas e óleos de peixe (Indústrias subsidiárias da pesca) para escoar os carapaus negrões, cavalinhas e trombeteiros que afluíam diariamente à lota. Também estas fábricas eram antiquadas, com poucas preocupações higiénicas e com meios rudimentares. A Safol foi a fábrica percursora da actualização e funcionou até à meia dúzia de anos. Actualmente já foram retiradas as máquinas que aí existiam.

 

Fonte: Jubilot, Andreia  - Guia Arquitectónico de Olhão - mimeografado, Universidade do Algarve, 2004

 

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